Publicada em: 06/06/2018 09:16

UEA leva teatro ao bairro Presidente Vargas

O projeto de extensão 'Leitores de espetáculos teatrais: Olhares emergentes na cotidianidade escolar', da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), segue seu percurso com apresentação do espetáculo infantil 'Clássicos Encantados', nesta quarta-feira (6), às 10h, na Escola Estadual Antônio Telles de Souza, localizada à Rua Santa Quitéria, 805, no bairro Presidente Vargas. O acesso é gratuito com apoio cultural da Secretaria de Estado da Cultura (SEC).

A peça para as crianças 'Clássicos Encantados', da Cia. de Teatro Apareceu a Margarida, que completa 20 anos em 2018, estreou em 2001 e sofreu reformulações em seu formato desde sua proposta inicial. Hoje, Michel Guerrero, Hely Pinto e Ana Cláudia Motta, revezam-se em mais de 15 personagens a partir de histórias do imaginário infantil como 'O médico', uma farsa, 'A gata Borralheira', o conhecido clássico, e 'Chapeuzinho Vermelho', este famoso conto na proposta de teatro interativo com a plateia, que passa a fazer parte da história, vivendo os conhecidos personagens, como a Chapeuzinho, o Lobo Mau e a Vovó, entre outros. A sonoplastia é de Geraldo Langbeck.

O diretor e ator da peça Michel Guerrero explica o projeto cênico. "É uma peça dividida em três diferentes histórias, algumas muito conhecidas, mas com a pitada do grupo, que é o bom humor e o sarcasmo, a ironia presente no pano de fundo destas dramaturgias. Somos três artistas experientes e estamos à serviço desta comédia de atores e de bonecos e do exercício vivo da cena amazonense", disse o diretor.

No próximo dia 13, às 14h, ainda neste projeto, a Escola Antônio Telles receberá outro espetáculo, o teatro de rua 'O Mendigo e o Cão Morto', de Bertolt Brecht, com direção de Neth Lira e elenco formado por Robson Ney (Mendigo) e Gabriel Lummertz (Rei), além da sonoplastia de Ismael Farias.

EXTENSÃO

O projeto 'Leitores de espetáculos teatrais: Olhares emergentes na cotidianidade escolar' chega ao sexto ano de execução, atendendo a nove escolas públicas, com aproximadamente um total de 600 alunos, considerando uma turma de 30 a 40 alunos para cada semestre em que o projeto é realizado. Neste semestre, a escola Antônio Telles de Souza foi agraciada com a adesão ao processo de extensão.

A coordenadora do projeto, Eneila Almeida dos Santos, explica a importância dos jovens alunos na fruição de uma obra de arte, como um espetáculo teatral. "Os estudantes criam intimidades com a linguagem teatral, compreendem melhor os seus códigos e significados. Essas vivências teatrais estimulam as etapas dos processos pedagógicos quanto ao acesso, frequentação, diálogos produtivos travados com as obras, decodificações e contextualização histórica, cultural e política", explicou Eneila.

Texto: SEC

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