Publicada em: 20/05/2019 17:55

Comitiva alemã participará de Seminário de Bioeconomia em Manaus

Com o objetivo de compartilhar o modelo sustentável de geração de renda da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com a Aliança para a Bioeconomia da Amazônia (ABio) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) levaram, na manhã desta segunda-feira (20), uma comitiva de cientistas, empresários e representantes do governo alemão à Comunidade do Tumbira, uma das 19 comunidades beneficiadas por estratégias de conservação na região amazônica.

O vice-reitor da UEA, Cleto Leal, ressalta o quão importante é proporcionar aos convidados uma apresentação a uma comunidade do Amazonas, que apesar da simplicidade, pode ser transformada através da educação. "Com certeza demos um novo olhar aos convidados alemães em relação ao Amazonas. Conhecendo nossa realidade conseguimos fazer várias coisas, mantendo a floresta, a comunidade e o desenvolvimento sustentável. O mais importante é o conhecimento tradicional que a comunidade tem", salientou.

O coordenador internacional de bioeconomia do Ministério da Agricultura da Alemanha, Tilman Schachtsiek, declarou estar impressionado com os avanços da comunidade desde a última visita, realizada há dois anos. "Tivemos essa mesma impressão quando estivemos aqui anteriormente. Por isso, pedimos o apoio do governo alemão. Desde então, vi um desenvolvimento bastante grande e estamos felizes que esses recursos estejam sendo usados de forma sustentável. O motivo de estarmos aqui é para enxergar o potencial de outros tipos de projeto", explicou.

Pela primeira vez no Brasil, Frank Ordon, presidente do Instituto de Pesquisa de Criação de Plantas Hortícolas da Alemanha, Julius Kühn-Institut (JKI), disse ser uma grande honra estar no lugar com muita informação sobre sustentabilidade, produtividade florestal e bioeconomia. "Nós somos colegas em campos medicinais e estamos felizes em observar uma colaboração com cientistas brasileiros. Temos um projeto em comum com a JKI, trabalhamos com genéticas de plantas medicinais, produção de plantas agrícolas e proteção de plantas para melhora de produtos ecológicos. Acabo de perceber hoje que temos algumas plantas em comum como a sálvia, mas também há outras totalmente diferentes", ponderou.

Para o geneticista Severin Polreich, existe um potencial da biodiversidade e está sendo reconhecido nas áreas em questão, e deve-se trabalhar para aprofundar o conhecimento dessas cidades. "Não adianta apenas falar da biodiversidade que se mostra em exemplos práticos e não colocar isso na prática, colocar a mão na massa, mostrar o que tem de diversidade e o que dá para fazer com aquilo", ressaltou Severin.

Comunidade do Tumbira
Com 180 pessoas e 35 famílias, a Comunidade do Tumbira é um modelo de Bioeconomia com empreendimentos de turismo de base comunitária.

Na terça-feira (21), a comitiva participará do Seminário Brasil-Alemanha de Bioeconomia, com o tema "Plantas Medicinais: Conectando Florestas, Ciências e Negócios", a ser realizado a partir das 9h no Auditório da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA), localizado na Av. Carvalho Leal, nº. 1777, Cachoeirinha.

Na quarta-feira (22), a comitiva partirá, juntamente com pesquisadores da UEA, para o Rio de Janeiro, onde acontecerá a 7ª edição da conferência internacional Green Rio, para discutir temas acordados entre os governos de Brasil e da Alemanha no cenário da Bioeconomia.

Texto: Mirinéia Nascimento/ASCOM UEA
Foto: Divulgação

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