Publicada em: 10/12/2019 09:36

Comitê Gestor do Polo BioAmazonas da Rota da Biodiversidade se reúne na Reitoria da UEA

O Comitê Gestor da Rota da Biodiversidade se reuniu na manhã da última sexta-feira (6) na Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizada na Av. Djalma Batista, 3578 - Flores, para discutir pautas referentes à definição dos projetos prioritários do Pólo BioAmazonas da Rota da Biodiversidade no Estado. Os assuntos debatidos durante a reunião foram: Priorização da Carteira de Projetos; Planejamento e Ações; a Definição de Datas e Reuniões do Comitê; Atualização do Comitê e Eleição do coordenador-vice do Polo.

Em novembro, a Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA) foi palco da 'Oficina de Planejamento Estratégico da Rota da Biodiversidade: Polo BioAmazonas' que visava à implementação de um Polo da Rota da Biodiversidade no Amazonas. A partir desta agenda, representantes de instituições públicas, privadas e empresas têm mobilizado esforços para dar inicio as ações do Polo.

A Pró-reitora de Planejamento, professora Maria Olívia Simão, explicou que a UEA foi à instituição mobilizadora da comunidade regional interessada e que a Rota é um ganho neste campo e o ponta-pé inicial para potencializar a realização de projetos para o Amazonas. "Hoje, a UEA passa a ter um papel importante de membro protagonista no processo de atrair políticas para o Estado. Nós fazemos parte do Comitê Gestor e começamos a determinar quais serão os nossos projetos prioritários para o ano de 2020, além de planejar as ações de capitação de recursos e ideias que potencializem o suo da biodiversidade como campo de geração de economia e sustentabilidade", enfatizou a Pró-reitora.

A próxima reunião da Rota, prevista para 6 de fevereiro, aguarda a entrega concluída do Planejamento de Ação do Projeto. O presidente do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fábio Calderaro, ressalta que esta primeira reunião alcançou os objetivos de dar início ao planejamento de desenvolvimento de fitomedicamentos na região, baseado em arranjos produtivos locais. ¿O Comitê Gestor tinha uma pauta organizada, onde eu posso destacar as definições referentes às reuniões de 2020, e principalmente a priorização da Carteira de Projetos, no qual cinco projetos foram escolhidos e dentre eles podemos dizer o mapeamento do diagnóstico da capacidade produtiva instalada. Foi também escolhida uma unidade de beneficiamento em Parintins e um projeto de infraestrutura com a captação de internet para o interior do Estado¿ destacou Calderaro.

Para a representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fabiana Frickmann, a Rota da Biodiversidade representa um esforço coletivo e cooperativo para acelerar a produção de plantas medicinais, fito-cosméticos, fitoterápicos e mel no Amazonas de forma sustentável e gerar oportunidades para todos os atores envolvidos, desde a produção tradicional, as universidades e empresas. "A expectativa é que o Amazonas concentre esforços de Gestão, pesquisa, capacitação e inovação na área de insumos farmacológicos vegetais para a melhoria da saúde pública nacional com inclusão das espécies Amazônicas", completou Fabiana.

Estavam presentes representantes do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), da Universidade do Estado do Amazonas, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Associação dos Produtores Rurais de Terra Santa, da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), das RedesFito e da RedeMel. Virtualmente via IPTV participaram representantes da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e da empresa Amazon Doors.

Sobre a Rota da Biodiversidade

O Projeto Rota da Biodiversidade integra as Rotas de Integração Nacional e tem como estratégia a constituição de pólos (clusters) para diagnóstico preciso e implementação das iniciativas de desenvolvimento setorial e territorial requeridas, desde a organização da base de insumos, passando pela transformação industrial, estratégias de comercialização e serviços, marco legal e infraestrutura. Os pólos são aglomerações territoriais de cadeias produtivas estratégicas, dotadas de expressiva produção regional, comitê gestor ativo, planejamento estratégico, abrangência territorial definida, visão de futuro e carteira de projetos.

Texto: Emilie Guimarães/ASCOM UEA
Foto: Davi Albuquerque e Emilie Guimarães/ASCOM UEA

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