Publicada em: 31/01/2020 15:17

Seminário sobre inclusão e respeito é realizado em homenagem ao Dia da Visibilidade Trans

O Dia da Visibilidade Trans no Brasil é comemorado no dia 29 de janeiro é a data a ser lembrada junto com o reconhecimento da luta aos direitos e a dignidade que essa população merece. A Policlínica Codajás, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), realizaram o 'Seminário: A inclusão e respeito das pessoas trans nos espaços sociais' nesta sexta-feira (31), no auditório da Policlínica.

"Eventos como esse que ajudam a dar visibilidade e humanidade às pessoas trans", é o que diz a psicóloga, Mônica Cavalcante, que palestrou sobre a experiência que têm com o filho Yuri Cavalcante. "É assim que começa o processo de desconstrução para aceitação, mexendo nas hipocrisias e preconceitos para quebrar paradigmas. Os trans precisam de respeito, carinho e amor e, principalmente, o apoio da família, por que todos querem sentir que pertencer a algum lugar. A família deve ser esse lugar, onde eles sempre terão um ninho pra voltar", frisou a psicóloga.

Participaram ainda das atividades programadas, os professores da UEA, Dária Neves e Denison Aguiar que enfatizaram a importância do papel do Ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero - Processo Transexualizador, especializado no atendimento humanizado e centrado na qualidade de saúde às pessoas transexuais, travestis e mulheres lésbicas.

"Aqui nós estamos reconceituando muito o que se pensa da saúde e do direito dessa população. Eles redefiniram a sociedade, redefiniram a forma de existir e nós somos consequência de todo esse processo", afirma Aguiar.

A professora Dária relembra o surgimento do ambulatório que implantado através da Disciplina de Ginecologia e Obstetrícia, do programa de residência medica da UEA. "O ambulatório é hoje reconhecido pelo Ministério da Saúde e pela Susam, virou referência no Estado. Agora é focar em agregar mais cursos e trazer e ampliar a qualidade de atendimento especializado. A população trans existe, está presente, freqüenta os nossos meios e precisa de nós", completou.

A temática dessa primeira edição foi voltada para família, assistência, direito e empregabilidade. Uma das organizadoras do evento, Daniela dos Santos, enfatiza que a luta não é só das pessoas trans, ou da Policlínica, mas de todas as pessoas. "Nós estamos falando de pessoas e todas elas, independente de qualquer raça, gênero, cor, elas merecem ser respeitadas na sua totalidade, então a ideia aqui foi de tratar da questão da inclusão das pessoas trans nos espaços sociais, que hoje é negado a essa população", finalizou Daniela.

Sobre o Ambulatório

O ambulatório é formado por uma equipe composta por psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, ginecologistas, endocrinologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e tem parcerias em áreas de dermatologia. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, dentro da Policlínica Codajás, localizada na Avenida Codajás, 26, Cachoeirinha.

Texto e fotos: Emilie Guimarães/ASCOM UEA

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