Publicada em: 24/02/2021 08:40

Academia STEM estreia série de lives 'Como Será o Amanhã?'

Na última segunda-feira (22), por volta das 19h, a Academia STEM, projeto entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Samsung, deu início a série de lives do pilar Atração, batizada de 'Como Será o Amanhã?'. As transmissões irão ocorrer sempre as segundas-feiras e serão conduzidas pelo professor da UEA e responsável pelo pilar, Adan Medeiros.

O primeiro convidado da série foi o professor adjunto da UEA, lotado no Centro de Estudos Superiores de Tefé (Cest), Whasgthon Aguiar de Almeida, que apresentou aos espectadores o tema 'Ciência: Para quê? Para quem?', com o objetivo de chamar a atenção de alunos de Ensino Médio e universitários para o fascinante universo da Ciência.

Doutor em Educação em Ciência e Matemática pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT/REAMEC), ele falou sobre o futuro da humanidade e do planeta, bem como explicou como a Ciência se desenvolveu ao longo dos tempos e como ela está presente no cotidiano das pessoas, possibilitando transformar o mundo.

Para Almeida, ainda existe uma distância entre a Ciência e a população, porém, esse afastamento "já foi pior". "Hoje, nós, professores, cientistas, pesquisadores trabalhamos no processo de alfabetização científica nas escolas. E é por isso a importância do STEM, pois nós vamos levar a Ciência para o Ensino Médio. Então, ainda há essa ¿dívida¿, mas está sendo paga mesmo que a passos lentos", disse ele.

Além disso, ele ressalta que conhecimento e a Ciência caminham lado a lado, mas que dogmas e verdades inquestionáveis não são Ciência. "A Ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, intencionais e sistematizados. Porque ela precisa de observação, de método, de técnicas, de metodologias, uma intencionalidade, dando um significado às nossas necessidades. A Ciência tanto vai nos ajudar para curar e tratar a Covid, como vai nos ajudar com as sequelas emocionais que serão deixadas por ela", salienta.

O professor confessou que, anteriormente, era "mais duro e nem dialogava, por exemplo, com os terraplanistas", mas que é importante ¿refutar a ignorância com conhecimento¿. "Não vá pensar que na universidade não tem terraplanista que tem sim. E uso muita contextualização de conteúdo. Se tu pensar um pouco, você vai entender que não tem como a terra ser plana. Só é difícil aceitarmos as coisas, somos muito orgulhosos. Mas somente um processo de alfabetização científica forte nas escolas, na Educação Base, para que os brasileiros do futuro não façam a gente passar vergonha, como os brasileiros do presente estão fazendo", desabafou.

Almeida acredita, ainda, que a cada 10 anos a humanidade produz mais conhecimento do que em toda sua humanidade e por isso, para o futuro, ele afirma que o 'amanhã não será o amanhã que nós pensamos hoje". "Mas há indícios de que o 5G e a nanotecnologia irão capitanear essa transformação, principalmente na medicina", finalizou ele.

Texto: Assessoria

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